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História

Empresas de TI temem por segurança

Valor Econômico - SP 



Kathrin Hille, Financial Times, de Pequim
23/02/2010

Os EUA e a União Europeia (UE) estão pressionando a China a flexibilizar ou até mesmo abandonar os planos de exigir uma certificação compulsória de produtos de tecnologia, num momento em que as empresas de tecnologia da informação (TI) reclamam que as novas regras impostas por Pequim as estão tirando do mercado.

As reclamações vêm depois do anúncio do Google, no mês passado, de que iria rever a viabilidade de suas operações na China, argumentando ter sido atacado por hackers baseados no país asiático. O caso joga luz sobre o aumento do conflito entre o governo chinês e as empresas estrangeiras quanto a segurança das informações e propriedade intelectuais.

As novas normas, que entrarão em vigor em maio, excluem fornecedores de produtos que usam códigos criptografados, como firewalls, roteadores seguros ou smartcards, das compras do governo, a não ser que passem por um teste e uma certificação que garantam "padrões chineses". Em alguns casos, para conseguir essa certificação, as empresas terão de fornecer os códigos-fonte de softwares e outras informações confidenciais.

As empresas estrangeiras temem que as autoridades passem essa informação para seus competidores estatais chineses. Elas também argumentam que seus produtos podem ficar desprotegidos se Pequim usar as informações para instalar "portas" para vigilância.

"Muitos acham que o governo chinês está tentando colocar suas mãos em cada pedacinho de informação que passa pelo país", disse Joerg Wuttke, presidente da Câmara de Comércio da UE na China.

Como Pequim não apresentou regras de implementação das novas exigências, muitas empresas estrangeiras dizem que o objetivo é colocá-las fora do mercado.

Executivos das maiores empresas estrangeiras e diplomatas disseram esperar por um acordo, já que Pequim mostrou certa flexibilidade no ano passado, após adiar a entrada em vigor das novas regras.

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