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História

TI Verde: CIOs demandam sustentabilidade dos fornecedores

CIO - SP 



Como reflexo dessa nova postura, a PSC exige que os provedores de hardware, software e serviços tenham políticas ambientalmente corretas e comprovem sua aplicação prática

A vice-presidente de TI da empresa norte-americana de serviços de descarte de resíduos PSC, Pamela Rucker, não faz qualquer investimento em soluções ou serviços de TI que sejam oferecidos por empresas que desperdiçam água, energia ou contribuem com a emissão de carbono na atmosfera.

A executiva está um passo à frente da maior parte dos CIOs, mas trilha um caminho que deve virar tendência em pouco tempo dentro das organizações: uma postura ambientalmente correta. De acordo com recente estudo realizado pelo portal CIO.com, 32% dos 797 gestores da área de tecnologia que responderam ao estudo ainda não têm políticas formais de TI verde, por outro lado, 68% deles já começaram a pensar no assunto ou estão criando documentos sobre o tema.

Leia também: Maioria das empresas será pressionada a investir em TI verde

No caso de Pamela, além de ter políticas internas relacionadas à TI verde, a executiva repassa as mesmas exigências a seus fornecedores. Eles precisam comprovar que têm iniciativas voltadas à sustentabilidade, a partir de documentos, bem como de iniciativas práticas. Para tanto, a executiva exige que sua equipe visite o ambiente da empresa fornecedora para verificar como a companhia lida com questões como a temperatura e o consumo de água do data center, como as energias renováveis são utilizadas, se existe uma reciclagem de equipamentos, entre outras.

Com uma venda estimada de 644 milhões de dólares no último, a PSC é considerada uma empresa de pequeno porte nos Estados Unidos. Mas seus esforços fazem parte de um número crescente de ações para estimular a maturidade da cadeia de TI, na visão do diretor da consultoria IMprove Technology, Ron Blitstein.

Ainda de acordo com Blitstein, os CIOs pode m utilizar critérios já criados por entidades voltadas ao meio-ambiente para analisar seus próprios fornecedores. Um exemplo, segundo ele, é o EPEAT (Electronic Product Environmental Assessment Tool), um conjunto de 51 critérios ambientais criado pelo Green Electronics Council, programa da International Sustainable Development Foundation voltado à indústria de eletrônicos. Os fatores incluem uso de produtos químicos e plástico, bem como medidas para avaliar a eficiência dos data centers.



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