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História

Discursos otimistas de presidentes da Alemanha e Espanha dão tom da abertura da Cebit 2010

ITWeb - SP 



Maior feira de tecnologia do mundo contará com quatro mil expositores de 70 países e mil fóruns de discussões

O mundo da tecnologia estará, nesta semana, com os olhos voltados para Hannover, uma cidade ao norte da Alemanha, com cerca de 600 mil habitantes e que abriga a maior feira de tecnologia e telecomunicação do planeta, a Cebit. Pelo parque de exposição Messe, ao sul da cidade, milhares de pessoas circularão em busca de novidades, tendências e soluções para atender às mais diversas demandas, desde a automação de processo, passando por iniciativas verdes, cidades inteligentes, mobilidade e e-governo.

A abertura dos estandes e as palestras de keynotes começam mesmo nesta terça-feira (02/03), mas os trabalhos iniciaram na segunda, com algumas conferências preparadas pelas companhias para centenas de jornalistas de diversos países que acompanham o evento e também pela cerimônia que contou com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com o primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Zapatero. Se depender do entusiasmo dos políticos e dos números iniciais, o evento já é um sucesso. São mais de quatro mil expositores de setenta países e mil fóruns de discussões.

Em seu discurso na cerimônia de abertura, Zapatero enalteceu o papel do setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) na economia espanhola, chegando a dizer que o aumento de 40% na produção do país vista em anos recente só foi possível pela inovação tecnológica. O primeiro-ministro citou ainda diversas companhias espanholas como exemplo de investimento acertado e sucesso. "Desde 2004 o país vem investindo em desenvolvimento e inovação para conter os atrasos. Há uma estratégia de economia sustentável para sair da crise e isso passa por soluções inovadoras. O governo tem um projeto voltado para este segmento", avisa.

A atuação do governo espanhol de suporte às companhias de TIC parece ser algo cada vez mais demandado pelo setor privado e isso nada tem a ver com estatização ou mesmo um aumento da máquina pública como muitos podem pensar. Esse suporte vem por meio de investimento em pesquisa e desenvolvimento e em educação de qualidade, algo bem colocado pelo recém-empossado co-CEO da SAP, Bill McDemott. "O suporte do governo à inovação é essencial e as pequenas empresas precisam disso", comenta o executivo que, antes, havia falado sobre a necessidade de inovação que o ser-humano tem.

Pelas informações passadas por Zapatero, a Espanha parece ter aprendido a lição. Entre outras coisas, o chefe de Estado afirmou que a TV digital já alcança 98% da população do país com "uma plataforma forte" e informou que TIC tem sido usada para modernização do governo e na educação.

Mais contida, em seu estilo de sempre, a chanceler alemã preferiu não proferir tantas realizações. Porém, citou algo de invejar o governo brasileiro: até o fim deste ano, 99% da população estará coberta com banda larga e, boa parte, com velocidade acima de 5 Mbps. Avisou ainda que seu país mantém um percentual de 10% de investimento em educação, além de um bom caixa para suportar a inovação. "Sabemos que TIC une pessoas, precisamos apreciar as coisas novas."

Sem citar governo, mas exaltando o setor, como poderia-se esperar, o presidente da Bitkom, associação de tecnologia da informação, comunicação e novas mídias da Alemanha, August-Wilhelm Scheer, lembrou que a telecomunicação se "libertou" nos últimos anos, dando a possibilidade de criação de novos verbos, como "twitar". Abordou o surgimento de novas empresas de sucesso, como a Amazon, citou cloud computing como a revolução da indústria do software e encerrou com discurso sobre investimento e adoção de soluções. "Seguimos como grandes investidores e estamos em nível quatro de aplicação de nossa tecnologia. Mas China e Índica se converteram em potências nessa área e estão se aproximando de nós (região do Eruo)."


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