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História

Um desafio e tanto

Estado de Minas - MG 



Maior feira de TI do mundo celebra a conexão global, uma aposta da indústria e governos

Participantes de mais de 70 países passeiam pelos estandes de 4.150 expositores
Hannover – Com as mãos sobre um globo prateado, a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e Cristina Marole, dona de uma pequena loja em uma comunidade rural da África do Sul, celebraram a exultante “quebra de fronteiras ” proporcionada pelas telecomunicações e novas tecnologias, na abertura da Cebit, a maior feira de tecnologia da informação do mundo. O evento começou na terça-feira e vai até sábado, com 4.150 expositores e participantes de mais de 70 países, em um centro de convenções de 200 mil metros quadrados em Hannover, no Norte da Alemanha.

Esta 25ª edição da Cebit já deixa claro, no tema (Mundos conectados), o clima de otimismo com relação aos novos equipamentos e programas capazes de encurtar as distâncias, de levar nossos dados às nuvens, de trazer internet ultraveloz para dispositivos que cabem no bolso e por aí vai. Otimismo que está na fala da chanceler Merkel (de acordo com a qual, “longas distâncias são coisa do passado”), do primeiro-ministro Zapatero (que chegou a propor a criação de uma comunidade digital entre países europeus) e na da senhora africana (“antes, eu tinha de fechar minha loja e viajar dois quilômetros para comprar produtos. Agora peço por mensagem de texto”).

A abertura do evento exibiu um impressionante vídeo futurista, mostrando quão maravilhoso pode ser o tal mundo conectado com gadgets, telas sensíveis ao toque etc. Antes da exibição do vídeo, o narrador recomendava que os convidados colocassem seus óculos 3D, para enxergar a ilusão que estava por vir.

Pois, na prática, sem os óculos 3D, o otimismo encontra barreiras. O projeto que envolve a comunidade de Marole, na África do Sul, por exemplo, foi desenvolvido pela empresa alemã de software SAP como uma espécie de laboratório vivo – no sentido de testar determinado modelo tecnológico em realidades locais, para posteriormente transformá-lo em produto vendável. No caso, um sistema que dá a pequenos comerciantes rurais a possibilidade de se comunicar, com seus fornecedores, usando telefones celulares. Iniciativa louvável, mas mantenedora das relações internacionais desiguais. De maneira que a realidade política continua a mesma depois da experiência – e os países em desenvolvimento continuam dependendo da tecnologia fornecida pelos outros (e com uma comunicação restrita, local, sem voz global). Mundos conectados, ok, mas nem tanto.

A exposição de gadgets, equipamentos e softwares é gigantesca, uma verdadeira cidade de opções – porém, menor que a do ano passado (4,3 mil expositores marcaram presença na feira, que teve um dia a mais de duração). Embora a edição anterior tenha ocorrido em plena crise, a justificativa da organização para o encolhimento do evento é justamente a ressaca dos mercados abalados. Com isso, os lançamentos chegam tímidos ao mercado – a maior parte deles ainda no primeiro semestre, mas apenas no mercado europeu ou norte-americano –, com uma leve sensação de mais do mesmo: vide a profusão de leitores de livros eletrônicos com telas em preto e branco e as múltiplas variações das imagens em 3D (com, sem óculos, em cinemas, em TVs, em celulares, em webcams).

Contudo, é preciso reconhecer os avanços, mesmo os mais tímidos. A preocupação com o desenvolvimento de tecnologias ecologicamente corretas deixou para trás o preconceito do “papo ecochato” e já é padrão para a produção de grande parte dos produtos – que são feitos com técnicas e materiais menos poluentes, ou que economizam energia. A aposta nos e-cars e em mobilidade sustentável também merece destaque.
Essa é uma realidade que merece ser celebrada – enquanto o combate ao aquecimento global agradece, haverá certamente tempo hábil para amadurecer a atual noção de mundos verdadeiramente conectados. Sem precisar de óculos 3D que forcem essa ilusão.

Hannover – Com as mãos sobre um globo prateado, a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e Cristina Marole, dona de uma pequena loja em uma comunidade rural da África do Sul, celebraram a exultante “quebra de fronteiras ” proporcionada pelas telecomunicações e novas tecnologias, na abertura da Cebit, a maior feira de tecnologia da informação do mundo. O evento começou na terça-feira e vai até sábado, com 4.150 expositores e participantes de mais de 70 países, em um centro de convenções de 200 mil metros quadrados em Hannover, no Norte da Alemanha.

Esta 25ª edição da Cebit já deixa claro, no tema (Mundos conectados), o clima de otimismo com relação aos novos equipamentos e programas capazes de encurtar as distâncias, de levar nossos dados às nuvens, de trazer internet ultraveloz para dispositivos que cabem no bolso e por aí vai. Otimismo que está na fala da chanceler Merkel (de acordo com a qual, “longas distâncias são coisa do passado”), do primeiro-ministro Zapatero (que chegou a propor a criação de uma comunidade digital entre países europeus) e na da senhora africana (“antes, eu tinha de fechar minha loja e viajar dois quilômetros para comprar produtos. Agora peço por mensagem de texto”).

A abertura do evento exibiu um impressionante vídeo futurista, mostrando quão maravilhoso pode ser o tal mundo conectado com gadgets, telas sensíveis ao toque etc. Antes da exibição do vídeo, o narrador recomendava que os convidados colocassem seus óculos 3D, para enxergar a ilusão que estava por vir.

Pois, na prática, sem os óculos 3D, o otimismo encontra barreiras. O projeto que envolve a comunidade de Marole, na África do Sul, por exemplo, foi desenvolvido pela empresa alemã de software SAP como uma espécie de laboratório vivo – no sentido de testar determinado modelo tecnológico em realidades locais, para posteriormente transformá-lo em produto vendável. No caso, um sistema que dá a pequenos comerciantes rurais a possibilidade de se comunicar, com seus fornecedores, usando telefones celulares. Iniciativa louvável, mas mantenedora das relações internacionais desiguais. De maneira que a realidade política continua a mesma depois da experiência – e os países em desenvolvimento continuam dependendo da tecnologia fornecida pelos outros (e com uma comunicação restrita, local, sem voz global). Mundos conectados, ok, mas nem tanto.

A exposição de gadgets, equipamentos e softwares é gigantesca, uma verdadeira cidade de opções – porém, menor que a do ano passado (4,3 mil expositores marcaram presença na feira, que teve um dia a mais de duração). Embora a edição anterior tenha ocorrido em plena crise, a justificativa da organização para o encolhimento do evento é justamente a ressaca dos mercados abalados. Com isso, os lançamentos chegam tímidos ao mercado – a maior parte deles ainda no primeiro semestre, mas apenas no mercado europeu ou norte-americano –, com uma leve sensação de mais do mesmo: vide a profusão de leitores de livros eletrônicos com telas em preto e branco e as múltiplas variações das imagens em 3D (com, sem óculos, em cinemas, em TVs, em celulares, em webcams).

Contudo, é preciso reconhecer os avanços, mesmo os mais tímidos. A preocupação com o desenvolvimento de tecnologias ecologicamente corretas deixou para trás o preconceito do “papo ecochato” e já é padrão para a produção de grande parte dos produtos – que são feitos com técnicas e materiais menos poluentes, ou que economizam energia. A aposta nos e-cars e em mobilidade sustentável também merece destaque.
Essa é uma realidade que merece ser celebrada – enquanto o combate ao aquecimento global agradece, haverá certamente tempo hábil para amadurecer a atual noção de mundos verdadeiramente conectados. Sem precisar de óculos 3D que forcem essa ilusão.

Hannover – Com as mãos sobre um globo prateado, a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e Cristina Marole, dona de uma pequena loja em uma comunidade rural da África do Sul, celebraram a exultante “quebra de fronteiras ” proporcionada pelas telecomunicações e novas tecnologias, na abertura da Cebit, a maior feira de tecnologia da informação do mundo. O evento começou na terça-feira e vai até sábado, com 4.150 expositores e participantes de mais de 70 países, em um centro de convenções de 200 mil metros quadrados em Hannover, no Norte da Alemanha.

Esta 25ª edição da Cebit já deixa claro, no tema (Mundos conectados), o clima de otimismo com relação aos novos equipamentos e programas capazes de encurtar as distâncias, de levar nossos dados às nuvens, de trazer internet ultraveloz para dispositivos que cabem no bolso e por aí vai. Otimismo que está na fala da chanceler Merkel (de acordo com a qual, “longas distâncias são coisa do passado”), do primeiro-ministro Zapatero (que chegou a propor a criação de uma comunidade digital entre países europeus) e na da senhora africana (“antes, eu tinha de fechar minha loja e viajar dois quilômetros para comprar produtos. Agora peço por mensagem de texto”).

A abertura do evento exibiu um impressionante vídeo futurista, mostrando quão maravilhoso pode ser o tal mundo conectado com gadgets, telas sensíveis ao toque etc. Antes da exibição do vídeo, o narrador recomendava que os convidados colocassem seus óculos 3D, para enxergar a ilusão que estava por vir.

Pois, na prática, sem os óculos 3D, o otimismo encontra barreiras. O projeto que envolve a comunidade de Marole, na África do Sul, por exemplo, foi desenvolvido pela empresa alemã de software SAP como uma espécie de laboratório vivo – no sentido de testar determinado modelo tecnológico em realidades locais, para posteriormente transformá-lo em produto vendável. No caso, um sistema que dá a pequenos comerciantes rurais a possibilidade de se comunicar, com seus fornecedores, usando telefones celulares. Iniciativa louvável, mas mantenedora das relações internacionais desiguais. De maneira que a realidade política continua a mesma depois da experiência – e os países em desenvolvimento continuam dependendo da tecnologia fornecida pelos outros (e com uma comunicação restrita, local, sem voz global). Mundos conectados, ok, mas nem tanto.

A exposição de gadgets, equipamentos e softwares é gigantesca, uma verdadeira cidade de opções – porém, menor que a do ano passado (4,3 mil expositores marcaram presença na feira, que teve um dia a mais de duração). Embora a edição anterior tenha ocorrido em plena crise, a justificativa da organização para o encolhimento do evento é justamente a ressaca dos mercados abalados. Com isso, os lançamentos chegam tímidos ao mercado – a maior parte deles ainda no primeiro semestre, mas apenas no mercado europeu ou norte-americano –, com uma leve sensação de mais do mesmo: vide a profusão de leitores de livros eletrônicos com telas em preto e branco e as múltiplas variações das imagens em 3D (com, sem óculos, em cinemas, em TVs, em celulares, em webcams).

Contudo, é preciso reconhecer os avanços, mesmo os mais tímidos. A preocupação com o desenvolvimento de tecnologias ecologicamente corretas deixou para trás o preconceito do “papo ecochato” e já é padrão para a produção de grande parte dos produtos – que são feitos com técnicas e materiais menos poluentes, ou que economizam energia. A aposta nos e-cars e em mobilidade sustentável também merece destaque.
Essa é uma realidade que merece ser celebrada – enquanto o combate ao aquecimento global agradece, haverá certamente tempo hábil para amadurecer a atual noção de mundos verdadeiramente conectados. Sem precisar de óculos 3D que forcem essa ilusão.

NÓS NA FITA
O Brasil participa com 22 expositores, entre empresas e associações, número maior do que no ano passado. A maior participação é a do Rio Grande do Sul, com 12 expositores. Minas Gerais está representada pela MXT Industrial de Betim. Do total de empresas participantes de todo o mundo, 300 estão estreando, entre elas, o Google.

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