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TI Verde: entre na onda com componentes ecologicamente corretos
ITWeb - SP
Veja o posicionamento de algumas fornecedoras de componentes
A mudança para produtos ecologicamente corretos está ganhando cada vez mais espaço. As opções aumentaram e, em vários casos, os fabricantes eliminaram dos seus portfólios produtos que representavam riscos ecológicos. Acompanhe, a seguir, componentes verdes como os disco rígidos da Western Digital e Seagate e processadores da INTEL e AMD.
Seagate: Savvio, Constellation e Cheetah
Brian Martin, diretor de compliance ecológico de produtos da Seagate, resume a situação em uma frase: "Nós somos verdes" porque os nossos clientes são verdes." Os fabricantes tradicionalmente precisam agradar as dezenas - senão centenas - de opiniões diferentes de cada um dos clientes sobre o que é, de fato, ser verde. Fabricantes como Seagate precisam, então, ter aderência a cada demanda verde dos clientes e com eficiênci a de custo.
Dentro da empresa, os produtos Savvio, Constellation e Cheetah reduzem o consumo de energia e o resfriamento no data center em até 92% ao se apoiar em funcionalidades como o PowerTrim ou tecnologias sob demanda PowerChoice. Os drives da Seagate com auto-criptografia (SED, da sigla em inglês) e com a tecnologia instantânea SecureErase estão disponíveis entre todas as linhas empresariais da empresa. Um único comando deixa os dados inutilizáveis, o que faz dos SEDs seguros para serem reutilizados.
"Eficiência de energia é muito importante para uma empresa. Nós prestamos muita atenção nisso. Um data center tem centenas de drivers e cada um deles usa muita energia. O incentivo econômico para reduzir o consumo é sempre verde. Nós tentamos fazer nossos produtos melhores para os clientes, para nós mesmos e para o meio-ambiente. Nós não queremos apenas estar atento à economia, queremos fazer o melhor tanto para o meio-ambiente quanto para o nosso negócio," acredit a Martin.
Western Digital: RE4-GP
Diversos produtos e serviços tiveram uma queda na demanda em 2009, mas Storage seguiu forte. Redes sociais como Facebook e Flicker, por exemplo, estão à frente de uma demanda generalizada por mais espaço de armazenamento - e isso pede espaço em discos rígidos.
Darrin Bulik, diretor de marketing de produtos da WD, afirma que a Western Digital foi "uma das primeiras do setor" a lançar a linha de HDs corporativos de 3,5 polegadas e 2 terabites de armazenamento em SATA, chamada RE4-GP. "Não é raro que esses produtos estejam em um chassis com 12 ou 14 baias. Quando você está falando de um rack com mais de dois metros de altura, isso significa centenas de drives ao mesmo tempo - e centenas de dólares economizados," afirma.
Estes drives reduzem o custo de propriedade para organizações que possuem grandes data centers. Estimativas da WD dão conta que a sua tecnologia GreenPowe r pode gerar economia em consumo energia para empresas que necessitam de muito espaço de armazenamento, como bancos ou buscadores de internet, que chega a 10 dólares por drive em um ano. Para um grande data center com 10,000 drives, isso significa mais de 100 mil dólares que não foram gastos.
"A dissipação de calor nos outros drives gera muito calor que precisa ser resfriado pelo ar-condicionado na sala dos servidores. Muito dinheiro é gasto nisso," acrescenta Bulik.
As RPMs dos drives verdes são menores do que as os drivers tradicionais, mas o RE4-GP é configurado para que isso não gere impacto no desempenho das aplicações, garante o executivo. "É muito importante ter um V6 ou um V8 para as suas atividades diárias? Na verdade, não. O que você quer saber é qual o desempenho deles dentro do seu sistema. E esses drivers estão em grandes sistemas como aplicações de missão crítica. Eles dão o espaço necessário, mantém o consumo de energia baixo e dão a performance necessár ia para suportar a aplicação."
Intel: X25-E e Green Metrics
A fabricante de processadores, em parceria com organizações de mercado como a Standard Performance Evaluation Corporation e a Green Grid, está ajudando a desenvolver uma métrica mais confiável para medir consumo de energia e desempenho em todos os níveis de utilização de um servidor durante um dia, semana ou mês, indo da hibernação até o pico de uso. O objetivo é dar aos fabricantes melhores fundamentos para criar servidores mais eficientes, além de fornecer uma maneira melhor de demonstrar eficiência de energia aos clientes e deixar a comparação de produtos concorrentes mais justas no que diz respeito ao consumo de energia.
"A INTEL tem um papel interessante por conta da sua posição dentro do ecossistema. Por conta da nossa massa crítica, nós acabamos facilitando inúmeras iniciativas verdes," disse Ted Reichelt, principal engenheiro ambiental do grupo de meio-ambiente global na Intel.
Intel trabalha tanto com fornecedores e clientes para descobrir o que eles tem em seus mapas de produtos. Assim, garante Reichelt, é possível ajudar no desenvolvimento de produtos verdes. "É o interesse de todos - dos clientes, fabricantes e nosso. Muito do nosso foco verde está em eficiência de energia. Se você analisar os processadores da INTEL da geração passada, ou de quatro anos atrás, eles não tinham opções para gerenciamento de energia e a diferença é gritante. O processador é responsável por 20% a 30% do custo de energia. Em um data center, os custos com energia tem um impacto gigantesco, então é preciso estar atento aos microprocessadores," afirma Reichelt.
Além dos chips, a INTEL produz também drives de disco verdes. Um deles é o disco em estado sólido X25-E Extreme SATA que pode substituir HDs de 50RPM ao mesmo tempo em que elimina a exigência por resfriamento e reduz o consumo de eletricidade. Novamente, a economia de espaço e em refrigeração ajuda a reduzir o custo total de propriedade.
AMD: Opteron And The Green Grid
"A corrida para a eficiência de energia está definitivamente ganhando mais espaço," disse Brent Kerby, gerente de produto do processador Opteron da AMD. A AMD vêem, há tempos, divulgando os aspectos verdes dos seus processadores para os fabricantes. Como um dos fundadores do Green Grid, a AMD ajuda a fornecer guias aos fabricantes e integradores para aumentar a eficiência no data center.
Nos últimos sete anos, as AMD ouviu os desafios dos clientes em gastar muita energia para fazer os servidores funcionarem e também para resfriá-los. "Nós conseguimos controlar e reduzir o consumo no processador. O próximo passo, agora, é como transformar a estrutura inteira e deixá-la mais eficiente? E a estrutura para o resfriamento representa também grande parte do problema," conta Kerby.
Os processadores trilharam um longo caminho desde o AM386, fabricado quase 20 anos atrás. O atual Opteron vai automaticamente para o estado de consumo mínimo de energia se não está em uso. E, como nem tudo é culpa dos chips, os gerentes de data center precisam de fontes de energia eficientes. "Como ajudamos a deixar toda a sala de servidores mais eficientes? É nisso que estamos focados. Nós queremos dar ao gerente mais controle, dando a garantia de que ele vai poder reduzir o consumo energia caso seja necessário," garante Kerby.
Para conseguir isso, o segredo está na gestão de energia: reduzir consumo em horas que o processamento não está em seu pico, ajustar o processador para acomodar os picos de consumo em certas horas do dia, e rodar com apenas 10% em momentos de baixo consumo. Com a tecnologia cool-core" da AMD, se um núcleo não está sendo utilizado, ele é encerrado. O consumo de energia acontece apenas nos núcleos que estão sendo utilizado e, confo rme a demanda subir, mais núcleos passam a fazer o serviço.
"Nós estamos atentos a esta onda faz muito tempo e, por isso, estamos pronto para introduzir no mercado uma nova geração de tecnologias que vão reduzir o consumo ainda mais," garante Kerby, explicando que atender as necessidades dos clientes é mais do que entregar especificações técnicas. Ele completa: "Sim, nós queremos mais desempenho, mas isso não é a prioridade principal dependendo da situação. Valor e preço também são muito importantes nesta equação."
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